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Ao redor do mundo, uma conspiração monolítica implacável se opõe a nós. Baseia-se, primeiramente, no encobrimento para expandir sua esfera de influência. É um sistema que tem recrutado vastos recursos materiais e humanos para formar uma poderosa e eficiente máquina, que combina operações militares, diplomáticas, de inteligência, económicas, científicas e políticas. Suas preparações são ocultas do público. Seus erros são enterrados. Não vão para capas de jornais. Seus discordantes são silenciados, não aclamados.”

John F. Kennedy

Artigos

Como se vive com o FMI: 'Se tiverem coragem, mandem-no dar uma volta'

por Luís Gonçalves ! O SOL

Gregos e irlandeses contaram ao SOL como é viver com a ajuda externa do Fundo Monetário Internacional e da União Europeia.

Nos últimos quatro meses, Giorgio Trompukis viu serem despedidos oito dos 30 empregados da empresa de consultoria onde trabalha, em Arta, no Noroeste da Grécia, e Christo Iosifidis, engenheiro alimentar, mudou-se para um apartamento mais barato em Atenas, após ter visto o salário cortado em 30%. Entretanto, o horário laboral de Michael Flyin num hotel de Skibbereen, no Sul da Irlanda, foi reduzido para um terço para evitar o desemprego.

O preço das medidas de austeridade impostas pelos planos de ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE) à Grécia e à Irlanda estão a ter um forte impacto na vida das populações. «A ajuda externa tornou-nos mais pobres, cépticos e pessimistas quanto ao futuro. Os sonhos acabaram», diz ao SOL Afroditi Kalomari, jornalista grega residente em Atenas e membro da Federação Internacional de Jornalistas.

A Grécia e a Irlanda foram os primeiros países a pedir ajuda financeira à UE e ao FMI, em resultado da crise da dívida soberana. Atenas accionou o auxílio nos últimos dias de Abril de 2010. Dublin, seis meses depois. As razões do resgate foram as mesmas, as causas distintas. Na Irlanda, os excessos da banca obrigaram a um resgate milionário de 43 mil milhões de euros para salvar o sistema financeiro, enquanto na Grécia o fim da manipulação das contas públicas destapou um défice orçamental de 15% e uma dívida pública de 130% do Produto Interno Bruto (PIB). Os custos de financiamento incomportáveis resultantes das sucessivas descidas de rating colocaram ambos no saco de ajuda desenhado pelo FMI e UE.

«O ambiente é pesado», conta George Kokkinis. «Vemos imensa gente sentada horas e horas nos cafés, não porque sejam preguiçosos, segundo a nossa fama, mas porque é uma forma barata de socializar. Os restaurantes, por outro lado, estão vazios e muitos vão fechar. As pessoas juntam-se em casa umas das outras para tentarem encontrar uma saída para viver esta nova realidade», refere o consultor de empresas em Iraklio, na ilha de Creta.

Recessão há três anos

Na Irlanda, a crise financeira mundial colocou o tigre celta numa recessão que dura há três anos. «Estamos a sentir a austeridade desde 2008 e já vamos no terceiro ou quarto plano de austeridade. O resgate foi mais um episódio», diz Michael Flyin. Este empregado de hotel em Skibbereen, a cidade mais a Sul da Irlanda, salienta que as horas de trabalho semanais foram reduzidas de 25 a 30 para dez e que, nas aulas particulares de inglês que dá fora do expediente, o número de alunos caiu para metade. «As pessoas estão a fazer o que podem para sobreviver». Como a maioria dos irlandeses, acha que o pior ainda «está para vir».

A receita externa deu, até agora, poucos resultados. Desde o resgate, a performance dos dois países tem sido trágica: o desemprego está em máximos históricos (triplicou na Irlanda em três anos, até 13,4%), a recessão aprofundou-se e os juros da dívida pública - principal justificação do resgate - nunca aliviaram. Os juros de longo prazo (um indicador do risco-país) da Grécia e da Irlanda são hoje os mais altos do Mundo (12% e 10%, respectivamente).

Muitos dos entrevistados admitem que a ajuda financeira era inevitável, tal a fragilidade de cada país perante a crise e pressão dos mercados. Porém, as culpas dividem-se entre a necessidade dos credores estrangeiros recuperarem o dinheiro que - abusivamente, dizem - emprestaram durante anos (Grécia), a irresponsabilidade da banca (Irlanda), a necessidade de o Banco Central Europeu (BCE) «dar o exemplo» aos outros Estados-membros (resgate da Irlanda), as más decisões da UE, a corrupção política e o excessivo consumo das populações (Grécia).

«Os burocratas de Bruxelas não são mais eficientes do que os gregos. Não pode separar-se a política fiscal da monetária. Isso aprende-se em Introdução à Macroeconomia», lembra Kokkinis.

«Durante anos a população grega foi dependente do consumo. Hoje, mesmo com um salário de 300 euros e um buraco como casa, as pessoas têm receio de falar com medo de perder até isso», diz Stylianos Papardelas, fotógrafo em Heraklion, em Creta.

Apesar das fortes manifestações transmitidas para todo o Mundo, Kalomari salienta que a realidade grega é bem distinta da que surgiu nas TVs: «Ao contrário do que se pensa, a maioria dos gregos permanece inerte em resistir e protestar. Aceitou o seu destino como algo de incondicional», diz.

Todos referem estar mais cépticos face à UE e ao euro. Porém, confessam que os danos de uma eventual saída da moeda única europeia seriam piores. «Sou a favor do euro e penso que o regresso à libra irlandesa não iria mudar a situação», adianta Frank Samms, ex-jornalista e ex-gestor de companhias discográficas, residente em Westport, na costa Oeste irlandesa.

Sobre uma eventual ajuda a Portugal, gregos e irlandeses alertam que a situação é muito semelhante ao período anterior ao resgate: juros em máximos, cortes de rating, queda do executivo (Grécia) e sucessivos desmentidos do governo sobre a necessidade de ajuda.

«O anterior governo negou o auxílio externo mesmo quando o FMI já tinha embarcado no avião para Dublin», lembra Flyin.

Iosifidis é mais directo: «Se tiverem coragem, mandem o FMI dar uma volta. Se não, façam como os gregos, voltem a aprender a cultivar a terra, a organizar festas com bebidas baratas e desliguem a TV quando a publicidade começar».

Todos os depoimentos foram recolhidos por email

A ajuda em números:

Grécia
110 mil milhões de euros
Contribuição 80 mil milhões de euros (UE) + 30 mil milhões (FMI).
Impacto Medidas de austeridade para 2010-2013 visam poupar 25 mil milhões (11% do PIB).
Objectivo Reduzir défice orçamental de 7,4% em 2011 para menos de 3% em 2014.
IVA Taxa mínima sobiu de 10% para 11% e a máxima de 21% para 23%.
Impostos Subida das taxas sobre combustíveis, álcool e jogo.
Função Pública Salários reduzidos em 7%.
Pensões Congelamento e redução de pensões.
Salários Corte de 30% no subsídios de férias e de 60% no subsídio de Natal.
Empresas Imposto extraordinário sobre lucros.

Irlanda
85 mil milhões de euros
Contribuição 45 mil milhões de euros (UE) + 22,5 mil milhões (FMI) + 17,5 mil milhões (Tesouro).
Impacto Medidas de austeridade para 2011-2014 pretendem poupar 12,7 mil milhões de euros (8% do PIB).
Objectivo Reduzir défice de 9,1% em 2011 para 2,8% em 2014
Função Pública Despedimento de 10% dos funcionários: 21 mil até 2014 e mais quatro mil em 2015.
IVA Taxa mínima do imposto sobe de 11% para 13,5% e a máxima para 23%.
Família Corte de 10% nos abonos.
Privatizações Vendas no valor de dois mil milhões de euros.
Pensões Redução de 4%.


Tags: Dívida, Grécia, Dívidas, Dívida,Pública, Crise, Irlanda, FMI, Economia,União Europeia
Fonte: http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=15801
20:02 | 0 sdt2010

«Mandem o FMI dar uma volta se tiverem coragem»

Gregos e irlandeses contaram ao jornal «Sol» como se vive com o FMI e dizem a Portugal para ter coragem

2011-04-03, 15:38

Gregos e irlandeses vivem há meses com a ajuda do Fundo Monetário Internacional (FMI) e da União Europeia (UE), um destino que, tudo indica, deverá ser em breve partilhado por portugueses. Mas o conselho deles é outro: «Mandem o FMI dar uma volta se tiverem coragem».

O semanário conta histórias de várias pessoas, recolhidas por e-mail. Histórias de pessoas despedidas das empresas onde trabalhavam há anos, de pessoas que tiveram de deixar as suas casas e mudar para apartamentos mais baratos após terem sofrido cortes de 30% no salário, histórias de pessoas que tiveram de aceitar uma redução de 30% no horário laboral para evitar o desemprego. É o preço a pagar pela ajuda: as medidas de austeridade impostas pelos dois fundos.

Os sonhos acabaram

«A ajuda externa tornou-nos mais pobres, cépticos e pessimistas quanto ao futuro. Os sonhos acabaram», disse ao «Sol» uma jornalista grega.

«Vemos imensa gente sentada horas e horas nos cafés, porque é uma forma barata de socializar. Os restaurantes, por outro lado, estão vazios e muitos vão fechar», refere um consultor de empresas grego.

Também na Irlanda a receita externa deu, até agora, poucos resultados. Desde o resgate, a performance dos dois países tem sido trágica: o desemprego está em máximos históricos (triplicou na Irlanda em três anos, até 13,4%), a recessão aprofundou-se e os juros da dívida pública - principal justificação do resgate - nunca aliviaram. Os juros de longo prazo (um indicador do risco-país) da Grécia e da Irlanda são hoje os mais altos do Mundo (12% e 10%, respectivamente).

Situação de Portugal: onde que nós já vimos isto?

Sobre uma eventual ajuda a Portugal, gregos e irlandeses alertam que a situação é muito semelhante ao período anterior ao resgate: juros em máximos, cortes de rating, queda do executivo (Grécia) e sucessivos desmentidos do governo sobre a necessidade de ajuda. «O anterior governo negou o auxílio externo mesmo quando o FMI já tinha embarcado no avião para Dublin», lembra um irlandês.

Já um outro grego vai mais longe: «Se tiverem coragem, mandem o FMI dar uma volta. Se não, façam como os gregos, voltem a aprender a cultivar a terra, a organizar festas com bebidas baratas e desliguem a TV quando a publicidade começar».

Queremos a opinião do leitor sobre esta matéria. O que pensa que vai acontecer se e quando o FMI for chamado a ajudar Portugal? Concorda com as opiniões dos gregos e irlandeses? Deixe o seu comentário!

Fonte; http://www.agenciafinanceira.iol.pt/economia/fmi-grecia-irlanda-ajuda-pedido-de-ajuda-agencia-financeira/1243970-1730.html
19:54 | 0 sdt2010

Soares critica capitalismo "especulativo e selvagem"

Soares afasta receios sobre FMI e critica capitalismo "especulativo e selvagem"


O ex-presidente da República Mário Soares disse, sexta-feira à noite, não ser daqueles que têm muito medo do Fundo Monetário Internacional, recordando que enquanto primeiro-ministro teve que recorrer a ele duas vezes e que Portugal resolveu os problemas.

No início do ciclo Grandes Debates do Regime, dedicado ao tema "Democracia no séc. XXI: que hierarquia de valores?", na Biblioteca Municipal Almeida Garrett, no Porto, Mário Soares garantiu não ter muito medo do FMI.
"É que eu quando era primeiro-ministro aguentei duas crises em que tive que chamar o Fundo Monetário Internacional", recordou.

Segundo o ex-primeiro ministro e ex-presidente da República, dessas duas vezes Portugal sobreviveu ao FMI e até resolveu os problemas da altura.

Sobre como é que Portugal vai sair deste "imbróglio", o histórico socialista respondeu: "a minha resposta é esta: nós temos, mais tarde ou mais cedo, em termos europeus, que controlar os mercados especulativos que só pensam no dinheiro e temos que explicar com a força dos factos que mais importante que o dinheiro são as ideias das pessoas, que são os princípios e são os valores".

Segundo o ex-presidente da República, é preciso punir "aqueles que usam o capitalismo financeiro para criar uma recessão interna em cada país".

"Foi o que sucedeu na Bélgica, foi o que sucedeu na Irlanda, é o que nós estamos em risco que venha a suceder em Portugal, espero que não", enfatizou.

Para o ex-primeiro ministro "para evitar a recessão, a prioridade das prioridades é reduzir o desemprego". O capitalismo actual não é aquele que se vivia "no passado, com fundamentos éticos, com princípios e com regras", disse. "Nós estamos a viver num capitalismo especulativo e selvagem", criticou.

Considerando que "o fenómeno dos mercados é absolutamente escandaloso", o socialista recordou que estes "são conduzidos por poucas pessoas".

"São os principais agentes desses mercados que fazem tremer os políticos e que põem os políticos de joelhos. Ainda por cima têm agências de rating que diariamente nos avaliam mas que são funcionários desses mesmos mercados. Onde é que fica a política nisto?", questionou.

Fonte: http://www.jn.pt/PaginaInicial/Nacional/Interior.aspx?content_id=1821004&page=1
10:37 | 0 sdt2010

FMI será o fim?

LUÍS FILIPE MALHEIRO

Os portugueses sabem que a crise política – e temos que ser pragmaticamente honestos – constituiu apenas mais um motivo para que as agências de “rating”, cada vez mais ao serviço de interesses obscuros e corruptos, pressionassem ainda mais Portugal. Mas os portugueses sabem também que, mesmo antes da crise, e diga o PS e Sócrates o que disserem, já estávamos permanentemente a pagar juros mais elevados do que o tolerável, pondo em causa a nossa própria solvência. Recordo que numa entrevista à RTP, o ministro das finanças falou nos 7% como limite máximo tolerável mas a verdade é que mesmo antes da demissão de Sócrates o nosso país já estava a pagar juros da ordem dos 8,2 a 8,5%, valor incomportável e que nos conduz para uma situação dramática e vergonhosa de não termos dinheiro para pagar o que devemos ao estrangeiro, no imediato (há dois pagamentos a serem efectuados, um em Abril e outro em Junho, da ordem dos quase 17 mil milhões de euros!).
Lula da Silva, recentemente doutorado “honoris causa” pela Universidade de Coimbra, foi muito mais que o metalúrgico e ex-dirigente sindical do PT que chegou a Presidente do Brasil. Ele desmistificou a teoria, se é que a isso assim podemos designar, da perspectiva do poder reservado aos “engravatados” ou de que os presidentes dos estados têm que obedecer a determinados perfis pessoais. O problema reside na honestidade, na determinação e na dedicação a causas. Foi isso que Lula fez, quando decidiu combater a pobreza num pais que continua obviamente a ter pobres, mas que passou a ser uma das principais potenciais mundiais, quando anunciou o combate à corrupção, que continua a ser uma das máculas de muitos países, também com incidência no Brasil, onde persiste, e a apostar em áreas vitais para o desenvolvimento económico do país, mesmo que o pais tenha ainda muito espaço para evoluir e muito caminho para percorrer. Obviamente que a nova Presidente Dilma Roussef terá muito que fazer ainda para manter o que o Brasil de Lula conquistou, mas para consolidar as apostas no desenvolvimento económico, no combate à pobreza, no reforço da escolaridade e no combate à corrupção, que parecem ser as principais apostadas políticas no país do samba e do futebol.
Quando falei em Lula da Silva, fi-lo para recordar duas questões essenciais neste momento em que no caso de Portugal tenho a consciência de que muita coisa está em jogo: em primeiro lugar a constatação de que os países da América Latina, tradicionalmente apontados como dos mais pobres, prescindiram de uma vez por todas das “ajudas” do FMI; em segundo lugar, falei do ex-presidente brasileiro para realçar a declaração de Lula que considerou a necessidade de Portugal deve fazer tudo para evitar a entrada do FMI que disse claramente não servir a ninguém!
O problema, e respeito todos os que pensam o contrário de mim, é que assumidamente sempre me manifestei contra a intervenção do FMI no nosso país, porque acredito que tal cenário implicará medidas ainda mais restritivas do que aquelas que têm motivado tanta discussão. Se isso acontecer – e confesso que cada vez mais acredito que sim – os portugueses vão sofrer tempos de privação e de dificuldades extremas que é melhor nem falarmos (mas este texto fica como registo para memória futura). Estou convencido que, tal como o país em geral, a Madeira será fortemente prejudicada com o pós-FMI e que corre o risco - sem querer especular, mas atendendo a que em cenários destes os países perdem o controlo interno de todas as questões relacionadas com a política financeira e orçamental – até mesmo de se confrontar com medidas gravosas e novas decisões que podem nem deixar de fora a própria Lei de Meios (por falta de recursos financeiros do Estado), as transferências do Estado para as regiões e autarquias, nem o facto de, por exemplo, o CINM poder ser olhado como um instrumento ao serviço da fuga aos impostos facto que, infelizmente, está associado indubitavelmente àquele Centro. Não vale a pena escamotearmos esta realidade, pelo que apenas espero que todas estas decisões não sejam tomadas a tempo de causarem, politicamente falando, estragos ainda mais significativos do que aqueles que expectavelmente derivam de uma situação económica e social grave pela qual todos passamos, uns mais que outros, é certo, mas que acaba por penalizar todas as famílias. Nem falo nas consequências do recurso ao FMI nos despedimentos do funcionalismo público, no aumento do desemprego em geral, nas reduções das reformas, na diminuição ainda mais grave de salários, nos problemas que serão colocados em matéria de falta de emprego, os quais podem originar uma debandada de jovens portugueses para o estrangeiro, particularmente para países não afectados por esta crise, de aumento de impostos e de exigências ao sector bancário que podem causar restrições ainda mais gravosas no acesso ao crédito por parte de empresas e famílias. É por isso que tenho insistido na necessidade de uma mudança de tudo o que for possível mudar, enquanto for tempo, de um repensar de algumas questões mais essenciais, na adaptação da nossa vivência à nossa própria realidade dos novos tempos que nada, mas rigorosamente mesmo nada, terá a ver com aquele que era o nosso quotidiano, pelo menos até um passado recente, e com tudo aquilo que estávamos habituados, numa altura em que de nada nos serve atirar o lixo para debaixo do tapete.
O que é facto – e é da realidade que temos que falar – é que já não acredito que sejamos capazes de resolver os nossos problemas por nós próprios, que teremos que mudar profundamente o estilo de vida dos portugueses, que o Estado vai ser obrigado a repensar o seu envolvimento na sociedade, sobretudo em termos de encargos financeiros, etc. As agências de rating, todas elas americanas e dependentes de capitais de investidores americanos, não passam de instrumentos ao serviço da corrupção financeira, das pressões de especuladores financeiros, assumiram uma importância decisiva no contexto da economia mundial. No nosso caso essas pressões têm sido constantes, diárias, abrangendo como referi, as regiões autónomas, os bancos, empresas públicas, com Portugal a pagar juros incomportáveis. Creio que o recurso ao FMI é cada vez mais inevitável e que o resgate – é assim que alguns chamam a esse mecanismo de ajuda feito através da União Europeia – terá consequências até políticas no nosso país. As pessoas vão responsabilizar políticos e partidos pelo caos a que chegamos, os problemas sociais vão agravar-se, os dramas sociais multiplicar-se-ão, o desespero vai apoderar-se de muita gente, pelo que a habitual tranquilidade dos portugueses e a sua característica do ”come-e-cala”, vai rebentar, com efeitos que ninguém pode antecipar. E o país não está preparado para isto. Politica e socialmente tivemos já recentes e evidentes sinais de que o povo começa a ficar saturado, sinais que, erradamente, me parecerem terem sido desvalorizados ou mesmo ignorados. No meu próximo texto falarei das medidas tomadas no caso da Grécia e da Irlanda, dos lucros do FMI e do impacto dessa intervenção naqueles dois países. Para que as pessoas percebam do que falamos e que uma coisa é o eventual contributo do FMI na regularização das contas (e do défice) públicas, mas que outra coisa é saber como e à custa de que sacrifícios esses objectivos são alcançados.

http://ultraperiferias.blogspot.com

Artigo de Opinião de : Luís Filipe Malheiro
Via http://www.jornaldamadeira.pt/not2008_12.php?Seccao=12&id=179632&sdata=2011-04-01
10:30 | 0 sdt2010

Lula da Silva alerta que FMI traz mais problemas do que soluções

Lula da Silva aconselha Portugal a ter em atenção que o Fundo Monetário Internacional (FMI) cria mais problemas do que soluções. O antigo presidente brasileiro acredita que a União Europeia pode ajudar mais Portugal do que o FMI. Questionado se o Brasil está disposto a ajudar Portugal, Lula da Silva lembra que já não é presidente, mas vai dizendo que o seu país deve fazer tudo o que puder nesse sentido. A repórter Célia de Sousa registou estas declarações à entrada para um jantar em Lisboa, onde participou também o primeiro-ministro demissionário, José Sócrates, e o antigo Presidente da República Mário Soares.
2011-03-29 07:34:37





Fonte: http://tv1.rtp.pt/noticias/?t=Lula-da-Silva-alerta-que-FMI-traz-mais-problemas-do-que-solucoes.rtp&headline=46&visual=9&article=428430&tm=9

Foto: http://www.nosrevista.com.br/2010/05/07/lula-aquele-que-nao-entende-de-%E2%80%9Cbulufas%E2%80%9D-de-nada/
10:28 | 0 sdt2010

Ex-líder do PSD diz que Merkel deve "mandar na terra dela"

Menezes
Ex-líder do PSD diz que Merkel deve "mandar na terra dela"
Económico com Lusa
01/04/11 17:21

Luís Filipe Menezes diz que não faz sentido o governo andar a reboque das ordens das chanceler Angela Merkel.

O ex-líder do PSD afirmou hoje que "parece que é a senhora Merkel quem manda em Portugal", defendendo que apesar de ser necessário "cumprir regras internacionais" a chanceler alemã deve "mandar na terra dela".

"Parece que é a senhora Merkel quem manda em Portugal. O engenheiro Sócrates já não manda, é a senhora Merkel que o chama lá de três em três meses. É uma espécie de governador de uma colónia e aplica o programa da senhora Merkel", criticou Menezes, à margem da viagem inaugural do teleférico de Gaia.

O social-democrata disse que tal "não faz sentido", uma vez ser necessário "portugueses a mandar em Portugal."."Evidentemente temos que cumprir regras internacionais de acordo com os compromissos que assumimos, mas a senhora Merkel que mande na terra dela", salientou Menezes.

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/exlider-do-psd-diz-que-merkel-deve-mandar-na-terra-dela_114976.html
23:13 | 0 sdt2010

Políticos!... Esta gente não tem vergonha!...

01 Abril 2011 | 11:42
Camilo Lourenço - camilolourenco@gmail.com

Caro leitor, recorda-se do défice de 2009? Sim, aquele que era para ser de 5,9% e que saltou para... 9,3%.

Pois o INE ("ajudado" por Bruxelas) diz agora que foi de... 10%. E o de 2010? Sim, aquele que o Governo disse que ficaria abaixo de 7% (com o fundo de pensões da PT). Pois, ficou em... 8,6%. Razão: esqueceu-se de contabilizar 1,8 mil milhões de euros do BPN, 793 milhões do défice de empresas de transportes e 450 milhões do BPP. É muito lixo junto para varrer para baixo do tapete...

E dos défices de 2007, recorda-se? Sim, aquele que o primeiro-ministro (secundado por um ministro das Finanças sem credibilidade) chamou de défice mais baixo da Democracia (2,6%). De repente saltou para 3,1%. E do de 2008, lembra-se? Era para ficar em 2,2% e acabou em... 3,5%.

A correcção do Eurostat confirma que estamos perante a maior série de mentiras da III República, camufladas por um excelente "marketeer". O problema é que o "marketeer" se esqueceu de que não se pode enganar toda a gente... durante muito tempo. Porque a mentira tem perna curta.

Nada disto seria muito grave se as consequências da falta de vergonha prejudicassem apenas o primeiro-ministro e o partido do Governo. Mas prejudicam o País: vamos viver muito pior nos próximos quatro anos porque o Governo não teve coragem de apertar o cinto logo no início de 2010.

Tendo em conta este chorrilho de mentiras, vale a pena exigir à Comissão (com permissão da sra. Merkel) que divulgue o que apurou na visita a Portugal. Vai fazer mal à nossa reputação? Pior do que já está, é difícil. Porque mais vale contar a verdade toda, do que prolongar as dúvidas sobre o real estado das contas públicas. O PEC IV não apareceu por acaso...

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=477179
23:01 | 0 sdt2010

Dia das mentiras: Política, Economia e Finanças

01 Abril 2011 | 10:16
Pedro Santos Guerreiro - psg@negocios.pt

De um dia para o outro, quatro défices subiram; a curva dos juros ficou irracionalmente quase invertida; passámos de "Portugal não precisa de ajuda" para "o Governo não tem condições para pedir ajuda". Ah: e deixámos de ter Governo. Hoje é dia das mentiras. Ontem também foi.

Portugal tornou-se um País de políticos covardes. Ninguém assume a crise política que nos leva a mais umas eleições. Ninguém dá a cara por um pedido de ajuda externa. Ninguém mais usa a palavra "responsabilidade", mas sim "ónus" e "culpa" - e sempre referindo-se a outros.

Estamos sem Governo. O que lá está entende não ter poder para mandar cantar um cego. Mesmo que o Presidente da República entenda o contrário: a discórdia é compreensível, o próprio Presidente tem dito - e mostrado - que não tem poder. Isto não é um Governo em gestão, é um País em autogestão.

Os ratos estão a abandonar o barco. O primeiro-ministro sai de fininho da sua última sessão no Parlamento. O ministro das Finanças diz que já não é nada com ele. Todos os dias o Diário da República está mais grosso, com nomeações de assessores que passam para directores-gerais.

Ouvem-se loas diárias às grandes empresas - as Galp, as EDP, as PT - de gente que talvez lá vá parar daqui a semanas. Nas administrações destas empresas, os telefones não param: metade é da gente que está a sair do Governo; a outra metade é da gente que pensa que lá vai entrar. "Boys will be boys"...

Mesmo nas empresas públicas: Almerindo Marques bate com a porta na Estradas de Portugal; a Refer, a mais irracionalmente endividada empresa em Portugal, está há seis meses sem conseguir contratar um administrador financeiro.

Pode Portugal ficar dois meses à deriva? Pode. Ficará pior, mas pode. Portugal pode tudo, aliás. Até ser obrigado a rever défices orçamentais de quatro anos, porque o Eurostat decidiu corrigir-se a si mesmo e porque o Governo pensou que a contabilidade era infinitamente elástica. A verdade não vem sempre ao de cima. A dívida vem.

De tudo o que o Governo foi ontem obrigado a engolir nas contas públicas, nada é estranho. O buraco do BPN (e o aval ao BPP) já devia ter sido reconhecido no passado. As empresas de transporte são lixeiras de dívida a céu aberto há décadas. É verdade que o Eurostat foi amigo da onça, ao escolher esta data. Mas não inventou nada. Estas alterações não são indolores: o "buraco" das empresas públicas vai perdurar; e a imagem externa do País é prejudicada. Não é pelo mau aspecto. É porque estamos aflitos.

Pode Portugal escapar sem ajuda? Não. Hoje, o Estado vai ao mercado pedir dinheiro a curto prazo para substituir dívidas de longo prazo e pagando um juro altíssimo. Já se cobra mais a dois anos do que a dez, sinal claro de percepção de insolvência. Mais: Portugal "inventa" hoje Obrigações a 15 meses. Porquê? Porque os credores só emprestam dinheiro até final de 2012. A partir de 2013 entram em vigor as regras de Merkel, segundo as quais os investidores privados também perdem dinheiro se um Estado afundar...

Com as emissões de dívida de hoje, Portugal garantirá os pagamentos até Junho. E depois? Depois há eleições e a culpa há-de ser de alguém. É estranho: a Comissão Europeia só aceita o pedido de ajuda com acordo do PS, PSD e Presidente para as medidas de austeridade. Mas nem PS, nem PSD nem Presidente querem pronunciar a palavra. Talvez seja melhor comprar um boneco Nenuco daqueles que falam quando se aperta a barriga. Basta uma palavra: "A-ju-da". Os outros depois assinam as condições de austeridade. A culpa será do boneco. Como sempre.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=477137
22:50 | 0 sdt2010

O rating e a sua carteira


Sabe o que quer dizer rating? Ou o que significa que Portugal sofreu um corte no rating? Embora os conceitos técnicos possam deixar de fora muitos portugueses, na prática a palavra rating e as agências que os emitem podem afectar o bolso de muitas famílias. As agências de notação financeira (rating), são tema de conversa nos últimos meses, sobretudo devido aos cortes que têm feito nos países periféricos da Europa, como Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda. Mas qual poderá ser o impacto na vida pessoal, profissional ou até na carteira de cada português? O Saldo Positivo explica-lhe como funciona o rating.


O que é o rating?

O rating ou notação de risco consiste numa classificação através de uma nota que indica a capacidade de um emitente de dívida (contrai um empréstimo junto do mercado) pública ou empresarial cumprir com os pagamentos (ver “Como perceber a tabela do rating“).


O que fazem as agências de notação financeira?

As agências de notação financeira são companhias em que o seu trabalho é simples de explicar: funcionam como uma terceira parte independente que avalia o risco de crédito de uma entidade, atribuindo uma notação de risco (rating). Ou seja, em vez de ser a própria empresa ou Estado a definir o seu risco de crédito (capacidade de pagar a sua dívida), existe uma companhia independente que faz isso, separando os bons dos maus pagadores.

No fundo, se um país emite dívida pública ou uma empresa emite obrigações, a agência de rating atribui uma nota ao risco que existe desse emitente cumprir com a sua dívida.

As principais agências de notação financeira são as norte-americanas Moody’s, Standard & Poor’s e a Fitch.


Como está Portugal

Apesar de cada agência de notação financeira apresentar diferentes níveis de classificação, em termos práticos, o significado é o mesmo. O rating da República Portuguesa está muito perto de deixar de ter nota positiva, basta para isso descer mais um nível. Se isso acontecer, a dívida soberana do Estado entrará na categoria de não investimento, sendo Portugal considerado um investimento especulativo e estando na área de lixo (junk).

Neste momento, a Standard & Poor’s classifica Portugal como BBB-, a Moody’s A3 e a Fitch A-.


Problemas para os particulares e empresas

Tal como o Estado, os bancos nacionais também tiveram cortes de rating de alguns níveis. Os cortes nas notações de risco levam normalmente os bancos a financiarem-se nos mercados financeiros internacionais com juros mais elevados. As consequências podem sentir-se tanto nas famílias como nas empresas, através do pagamento de juros mais elevados quando procurarem crédito bancário, o que poderá reflectir-se numa restrição de crédito por parte das instituições financeiras.

Nos últimos meses, tem-se assistido à subida dos spreads (margem acima do juro no mercado interbancário) nos créditos, cenário que ilustra uma situação de rating mais baixo.


Rating de outros países

Os países que apresentam dívida de topo são países que não apresentam, praticamente, risco de crédito. Alguns desses países são os Estados Unidos da América, o Canadá, a Suécia, entre outros. No nível seguinte, ou seja, dívida de alta qualidade, encontramos países como a Espanha, o Chile e a Bélgica. No nível acima do actualmente ocupado por Portugal, encontramos Estados com dívida de qualidade média alta, como, por exemplo, o México, o Brasil e o Principado de Andorra. Já ao nível de Portugal, encontramos países, tais como a Índia ou as Bahamas. Nos níveis abaixo do português, existem muitos países, tais como a Grécia, Cabo Verde, Venezuela, Uganda, entre muitos outros, nomeadamente da América Latina e de África.


Como perceber a tabela do rating

A tabela das notações financeiras é fácil de perceber. Quanto mais baixo se está no ranking, mais os juros aumentam e se tornam insuportáveis para quem paga.

Olhando para a tabela em baixo, verifica-se que existem 4 grandes níveis (A, B, C e D). Na parte de cima da tabela, estão os países mais seguros ou com notas médias-altas.

A parte da tabela que tem a letra B, pode ser dividida entre a de qualidade e a de fraca qualidade. Existe apenas um nível, dentro da letra B em que a notação de risco de crédito se enquadra nos níveis de qualidade, é onde se encontra o Estado Português. Desse nível para baixo, todas as notas significam uma situação altamente especulativa no que toca à qualidade do emitente de dívida. Ou seja, existe um risco maior de o país ou empresa entram em incumprimento com as suas obrigações.

Chegando ao nível C, o país está praticamente na bancarrota e torna-se um investimento sem interesse para os investidores. A letra D, confirma a falência do país.




Fonte:
Publicado em POUPAR E INVESTIR por jp — 5:35 - 1 de Abril de 2011
http://www.saldopositivo.cgd.pt/o-rating-e-a-sua-carteira/
22:08 | 0 sdt2010

Le Syndrome du Larbin

I) Définition

Chez un individu, le syndrome du larbin est un comportement pathologique visant à prendre systématiquement la défense des classes les plus favorisées au détriment de celles dont il est issu. Ce syndrome diminue les capacités d’analyse du larbin et se traduit par un blocage psychologique l’incitant à agir préférentiellement contre ses propres intérêts au profit de ceux qui l’exploitent.


II) Analyse des symptômes

L’amour démesuré qu’affiche le larbin à l’égard des patrons, des rentiers ou des milliardaires, est l’acte de foi qui structure son discours. Le larbin agit sans discernement de ce qui pourrait être bon pour lui, il intellectualise le débat pour tenter de nous convaincre que piocher chez les riches est toujours la pire des solutions, quand bien même il en serait bénéficiaire. Les arguments économiques qu’il invoque inlassablement n’ont pas servi à forger sa conviction, le syndrome du larbin est malheureusement une vocation qui se trimbale dès le plus jeune âge et contre laquelle il n’existe aucun remède. Le larbin n’a pas choisi d’aimer les riches, il aime les riches parce qu’il est un larbin. De tendance nettement libérale le larbin est celui qui vous vante les bienfaits du bouclier fiscal alors même qu’il ne paye pas d’impôts. C’est encore le même larbin qui voudrait réduire ou supprimer l’impôt sur la fortune même s’il sait qu’il ne sera jamais concerné par la question. Un écervelé victime du syndrome du larbin n’a pas de conscience politique, il vote instinctivement dans l’intérêt de ceux qui l’exploitent pour s’attirer leur bienveillance. Le larbin estime que l’argent qui lui fait défaut, est beaucoup plus utile dans le coffre d’un riche qui pourra ainsi le réinvestir beaucoup plus utilement qu’il ne l’aurait lui même dépensé. Le larbin cautionne tous les sacrifices et les plans d’austérité dont il pourrait être l’objet comme la baisse des salaires, ou encore l’augmentation de l’âge de la retraite même si son travail ne lui convient d’aucune façon et que ses maîtres ne lui offrent aucune perspective d’améliorer sa condition.


III) Hypothèses sur l’origine du syndrome

Deux théories principales s’affrontent pour expliquer l’origine du syndrome : la thèse génétique et la pathologie mentale.
Après des siècles d’esclavage et de féodalité, les larbins pourraient être le produit d’une sélection artificielle des soumis par leurs maitres. La transmission génétique des caractères aurait favorisée la sélection d’une souche vivace de larbins domestiques au profit d’une nouvelle espèce de primates : l’homo larbinus.
Selon cette hypothèse le mécanisme en œuvre serait similaire à la sélection des chiens et des chevaux mais directement appliqué à l’homme.
Pour les tenants de la pathologie mentale le caractère héréditaire n’est pas retenu, il s’agirait plutôt d’un trouble qui se développerait dès l’enfance. Le processus s’aggraverait au passage à l’âge adulte lorsque le sujet prend conscience de la médiocrité de sa condition, le larbin développerait des stratégies inconscientes visant à restaurer un équilibre cognitif pour justifier l’acceptation de sa subordination. Le larbin finit ainsi par s’identifier à ses maîtres en s’imaginant appartenir au corps social qui l’exploite.


IV) Quelques exemples

Le larbin réagit vivement à toute discussion qui ose remettre en cause les privilèges des plus fortunés, incapable de se livrer à une argumentation convaincante, ses messages distillent la peur et les intimidations dont il est l’objet. En réaction le larbin brandit instinctivement une succession de termes caractéristiques qu’il essaye de glisser dans son discours tels que : communisme, bolchévisme, tirage vers le bas, la Stasi, Corée du Nord, isolement, dictature socialiste, évasion fiscale, paupérisation, millions de morts...
Les quelques messages qui suivent portent la quasi-signature "littéraire" d’un larbin digne de ce nom :

Les riches il faut les bichonner, les câliner, si on les spolie trop ils s’installeront ailleurs.

Le Bolchévisme ? Non merci les Russes ont essayé en 17...

Comme en Corée du Nord ou au Zimbabwe ?

La fortune de Bill Gates ? Ça fait 3 pizzas par Africain et après on fait quoi ?

Si les riches disparaissent on pourra plus leur vendre des produits de luxe !

Ma patronne paye trop de charges !

Les parachutes dorés c’est une compensation pour dissuader de saboter davantage l’entreprise, divisé par le nombre de salariés ça fait beaucoup moins que dans une seule poche.


V) Population affectée

Le syndrome du larbin ne prolifère pas seulement chez les plus démunis intellectuellement comme on pourrait le penser, il affecte une large fourchette de la population sans corrélation apparente avec le niveau d’étude (20% de la population pense faire parti des 1% les plus riches). Les larbins sévissent en masse sur les forums d’économie dont l’étude de cette discipline semble en aggraver les symptômes. Le paysage politique avec l’élection d’un président au service des ploutocrates révèle un seuil de contamination critique dans la patrie des droits de l’homme. La situation est grave mais peut-être pas complètement désespérée et les symptômes ne cessent d’évoluer au fil de l’actualité, aussi aidez-nous à maintenir et à diffuser ce document pour lutter efficacement contre ce fléau des temps modernes.


Pour la santé publique.

parJulien Arlandis
mardi 8 juin 2010

Fonte: www.agoravox.fr
23:14 | 24 sdt2010

La France vue par la Chine: le syndrome du larbin expliqué par le Pr. Mehlang Chang

De: MehlangChang | Criado: 18/09/2010

Interview du professeur Mehlang Chang qui nous explique les raisons du déclin de la France.

INFORMATION IMPORTANTE : Le professeur Mehlang Chang nous informe qu'il nous fera parvenir un discours inédit lorsque le compteur de visites aura dépassé le million. Alors n'hésitez pas à diffuser cette vidéo autour de vous ;-)

Voir aussi le syndrome du larbin en vidéo: www.dailymotion.com

L'auteur de cette vidéo tient à attirer l'attention sur l'appartenance de la vidéo à la catégorie humour dans l'hypothèse improbable où certains internautes n'auraient pas saisis qu'il s'agit d'un détournement.





Fonte: www.youtube.com
22:38 | 0 sdt2010

Os europeus correm contra o muro

Entrevista de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França:

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...

Imagem da Net


SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011
http://contracorrentealternativas.blogspot.com/2011/02/os-europeus-correm-contra-o-muro.html
22:24 | 0 sdt2010

Os escândalos do banco do Vaticano. a Igreja não vive só de avé-marias

Os escândalos do banco do Vaticano. a Igreja não vive só de avé-marias

por Rosa Ramos, Publicado em 03 de Julho de 2010

Instituto para Obras Religiosas fez negócios pouco santos, garante o autor de "Vaticano SA"

Gianluigi Nuzzi era jornalista na revista italiana "Panorama" quando lhe foram parar às mãos duas malas com cinco mil documentos sobre as actividades "nada santas" do Instituto para Obras Religiosas (IOR), mais conhecido como banco do Vaticano, entre as décadas de 1970 e 90. O amontoado de papéis incluía extractos bancários, cartas secretas, relatórios confidenciais, balanços sigilosos e, durante 20 anos, foi cuidadosamente compilado por monsenhor Renato Dardozzi, conselheiro do IOR desde 1974 até ao final de 1990. Antes de morrer, Dardozzi deixou uma exigência no testamento: o arquivo que construíra em segredo deveria ser tornado público. "Para que todos saibam o que aconteceu", garante Gianluigi Nuzzi.

Os documentos deram origem ao livro "Vaticano SA" (Editorial Presença). Uma primeira advertência para os mais cépticos e pouco dados a teorias da conspiração: "Não é um livro contra o Vaticano, mas relata actos de homens que gozaram de uma confiança mal depositada", explica Gianluigi, que até admite ser baptizado, apesar de não ser católico praticante. "Tenho o problema que aflige todos os filósofos. Se o ser humano é um relógio, quem é o relojoeiro? Estou numa fase em que me interrogo sobre a fé", confessa. O investigador, que interrompe a entrevista como i para ir buscar uma cerveja, fica desconfortável quando tem de falar de si próprio, mas entusiasma-se quando se lhe pede para explicar os complexos esquemas que o Vaticano escondeu durante mais de 30 anos.

Uma Igreja nada santa Não é uma história. São vários enredos, que incluem mortes misteriosas, silêncios, suspense, muitos pecados e demasiadas omissões. "No Vaticano a verdade nunca é uma só. Muito menos quando se trata de números", garante.

O arquivo de Dardozzi permite reconstituir a existência, no IOR, de contas da máfia - por exemplo de Vito Ciancimino, condenado por ligações à Cosa Nostra e à máfia siciliana. O Vaticano terá tentado, também, financiar a criação de um novo partido político. Até os donativos dos fiéis para serem rezadas missas pelos defuntos seriam usados para outros fins. Tudo com base num sistema de contas encriptadas.

"Eram abertas em nome de fundações que não existiam, como 'fundo para a leucemia' ou 'fundo para as crianças pobres'", recorda Gianluigi Nuzzi. Essas contas eram identificadas apenas por códigos numéricos, que conduziam aos pseudónimos dos seus titulares, como "Roma", "Ancona" ou "Omissis" - este último remeteria para Giulio Andreotti, primeiro-ministro de Itália por sete vezes, pelo partido democrata-cristão. "Ainda hoje não se sabe ao certo quanto dinheiro terá passado por estas contas, mas no mínimo entre 276 a 300 milhões de euros."

Em Fevereiro de 1992 arranca, em Itália, a operação "Mãos Limpas", que tem como alvo os políticos da primeira república, depois do escândalo do megassuborno Enimont. E é aqui que os magistrados percebem "que boa parte do dinheiro tinha passado pelo banco do Vaticano e era depois depositado em contas no estrangeiro". O esquema era possível graças ao estatuto e aos acordos com o Estado italiano que ainda hoje permitem ao IOR "um modo de operação bancária offshore". O banco também goza de uma administração autónoma na Santa Sé; os seus dirigentes não podem ser interrogados, processados ou presos em Itália. O Vaticano pode até nem responder às rogatórias da justiça, se assim o entender. "Apesar de já ter sido assinada uma convenção monetária entre o Vaticano e a União Europeia que obrigará a Santa Sé, a partir de Janeiro de 2011, a adequar as suas normas às do espaço comunitário no que diz respeito à lavagem de dinheiro", adianta o jornalista.

O arquivo de Dardozzi permite também perceber que João Paulo II "foi informado das irregularidades em 1992 e nada fez". E que o Papa tem direito a um fundo pessoal e confidencial que escapa aos balanços oficiais que a Santa Sé apresenta todos os anos. Só em 1993, João Paulo II terá arrecadado 121,3 milhões de euros. Até agora, o Vaticano não se pronunciou sobre este livro polémico que já está traduzido em oito países.

http://www.ionline.pt/conteudo/67593-os-escandalos-do-banco-do-vaticano-igreja-nao-vive-so-ave-marias
09:56 | 0 sdt2010

Defesa. IBM propõe à NATO criação de Agência Europeia de Informações

por Ana Rita Guerra, Publicado em 21 de Junho de 2010

Empresa entrega hoje em Bruxelas pacote com dez recomendações saídas do evento "Security Jam", que envolveu milhares de civis e militares de todo o mundo

Criar uma Agência Europeia de Informações, um Fundo de Preparação para Crises Internacionais e uma Academia de Segurança Europeia são as principais propostas que a Agenda de Segurança e Defesa e a IBM entregam hoje ao secretário-geral da NATO, Anders Fogh Rasmussen, em Bruxelas.

Estas iniciativas fazem parte de um pacote de dez recomendações saídas do evento "Security Jam", realizado com mais de quatro mil participantes civis e militares de 124 países, cujo principal tema foi o estado da segurança mundial e a colaboração transfronteiriça. O líder europeu da IBM, Larry Hirst, vai explicar o pacote de medidas durante a conferência de hoje, "A Dimensão Europeia da NATO", organizada pela Agenda de Segurança Europeia.

"O desafio será passar das palavras à concretização", alertou Leendert van Bochoven, responsável da IBM pela pasta da NATO e do sector da defesa, em entrevista ao i. "Neste momento, todas as instituições estão a questionar-se sobre qual o seu papel no novo contexto de segurança", adianta Leendert. "A União Europeia pergunta-se isso e a própria NATO está a desenhar um novo conceito estratégico, que será oficializado em Novembro", continua. A IBM e a Agenda de Segurança e Defesa esperam que Rasmussen considere a concretização de pelo menos algumas das recomendações.

Colaboração O papel da Agência Europeia de Informações seria sobretudo o de agir como intermediária entre os vários países, facilitando a troca de informação secreta entre os estados-membros. "A cibersegurança é o exemplo perfeito de que os países têm de trabalhar juntos, por definição. Nenhum país pode dizer que está imune, que os perigos cibernáuticos param na sua fronteira", garante van Bochoven. O líder da IBM diz ainda que, durante o "Security Jam", vários militares manifestaram a sua preocupação em relação aos cibercriminosos, que começam a associar-se a grupos terroristas.

O interesse da IBM neste sector é, obviamente, motivado pelo enorme volume de negócios que gera. No entanto, a empresa tem uma abordagem bem diferente dos players tradicionais do mercado, sobretudo interessados no armamento e nas plataformas logísticas associadas. O que a IBM quer é trabalhar na análise e contra-análise de dados, na transmissão segura da informação e na gestão deste caos de comunicações. Além disso, explica van Bochoven, "podemos retirar várias lições do sector comercial e aplicá-las ao sector da defesa", apesar das suas especificidades.

Uma das questões que têm de ser resolvidas pelos países é a interoperabilidade das suas tecnologias. Não é possível que o Reino Unido partilhe informação segura com Portugal se não houver uma capacidade mínima de comunicação entre ambos. Seria como tentar passar dados de uma caneta USB sem ter porta para a introduzir. "Os países investiram em sistemas no passado e esses sistemas estão a funcionar, não se pode mandá-los para o lixo", admite van Bochoven, sugerindo uma migração faseada para arquitecturas mais abertas.

Por outro lado, nem a crise orçamental pode evitar que se faça alterações.

"Está na hora de pensar em como reorganizar a defesa de uma forma mais inteligente", conclui, tendo em conta que a própria tecnologia e a globalização mudaram o cenário para sempre.

in www.ionline.pt
23:24 | 0 sdt2010

Decifrando a História: O dólar, mais do que uma nota

DOCUMENTÁRIO CANAL DE HISTÓRIA











«DECIFRANDO A HISTÓRIA: O dólar, mais do que uma nota

Terça-feira 15 de Julho
22:00h

Quarta-feira 16 de Julho
06:00h , 14:00h

Quarta-feira 24 de Dezembro
15:00h , 23:00h

Quinta-feira 25 de Dezembro
07:00h

Sábado 28 de Março
18:00h

Domingo 29 de Março
02:00h , 10:00h

Segunda-feira 20 de Julho
19:00h

Terça-feira 21 de Julho
03:00h , 11:00h

Quinta-feira 22 de Outubro
17:00h

Sexta-feira 23 de Outubro
01:00h , 09:00h

Domingo 28 de Fevereiro
19:00h

Segunda-feira 1 de Março
11:00h

Sexta-feira 18 de Junho
21:00h

Sábado 19 de Junho
05:00h , 13:00h

O que significam na realidade os símbolos e os números que aparecem na nota do dólar? Examinaremos os elementos mais obscuros e intrigantes do significado e do simbolismo que fazem parte do desenho da nota. Extraordinárias séries de numerologia estão integradas na estrutura da nota que, se forem analisadas, sugerem surpreendentes alienações ocultas. Porque é que a nota tem a aparência que tem? Como mudou ao longo do tempo? Analisaremos o significado da evolução do aspecto da nota e os desenhos alternativos. Também estudaremos o contexto histórico e o que ia representar, como por exemplo o patriotismo e idealismo de uma jovem república. Teremos também acesso ao Departamento de Impressão e Gravação do Tesouro e às pessoas que processam os milhões e milhões de dólares que se encontram em circulação.

Mistérios Da História
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