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“Ao redor do mundo, uma conspiração monolítica implacável se opõe a nós. Baseia-se, primeiramente, no encobrimento para expandir sua esfera de influência. É um sistema que tem recrutado vastos recursos materiais e humanos para formar uma poderosa e eficiente máquina, que combina operações militares, diplomáticas, de inteligência, económicas, científicas e políticas. Suas preparações são ocultas do público. Seus erros são enterrados. Não vão para capas de jornais. Seus discordantes são silenciados, não aclamados.”

John F. Kennedy

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"Esqueçamos Portugal e concentremo-nos em Espanha"

Roubini
"Esqueçamos Portugal e concentremo-nos em Espanha"
Económico com Lusa
07/04/11 10:50

O economista diz que as atenções se devem centrar em Espanha, por um possível contágio ao país.

Em declarações citadas pelo jornal El Economista, Roubini destacou várias preocupações sobre a situação económica espanhola, nomeadamente o desemprego, o sector imobiliário, o sistema financeiro ou a baixa competitividade da economia.

"A grande questão não é Portugal, que é um país demasiado pequeno, mas sim o possível contágio à economia espanhola, um país demasiado grande para ser resgatado", afirmou o economista que previu a crise em 2008.

Roubini, professor na NYU Stern e fundador da consultora RGE, considerou que Espanha ainda tem que tomar decisões "muito difíceis" para se blindar da "doença que já deixou a Grécia e a Irlanda na quarentena e Portugal nos cuidados intensivos".

Fizeram reformas "na direcção correcta", disse, "mas é necessário implantar planos muito mais radicais para estabilizar a economia espanhola, bem como as suas condições fiscais e financeiras".Noutro âmbito, Roubini antecipou que o Banco Central Europeu (BCE) aumente as suas taxas de juro três vezes este ano, até alcançar o valor de 1,75 por cento.

Apesar de "entender" a decisão do BCE, o economista recordou os riscos desse endurecimento da política monetária europeia.

"Têm cinco países na periferia da UE que não registam qualquer crescimento, com graves problemas bancários e uma perda de competitividade pelo que creio que um aumento dos juros não fará mais do que aumentar a fragilidade financeira, tanto do sistema bancário como dos governos", afirmou.

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/esquecamos-portugal-e-concentremonos-em-espanha_115415.html
22:39 | 0 sdt2010

Economistas acusam agências de 'rating' de "manipulação"

Carta
Economistas acusam agências de 'rating' de "manipulação"
Económico com Lusa
07/04/11 19:30

Um grupo de economistas quer a abertura de um inquérito contra as agências de 'rating' pelo "crime de manipulação do mercado".

Moody's, Fitch e Standard & Poor's são as agências visadas pela acção, que dará entrada na Procuradoria-Geral da República durante a próxima semana.

O documento é subscrito por quatro economistas: José Reis e José Manuel Pureza, da universidade de Coimbra, e Manuel Brandão e Maria Manuela Silva, do Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG).

José Reis realça que as agências que "intervêm no mercado português", as três referidas na denúncia, "dominam mais de 90 por cento do mercado" internacional, pelo que "é preciso saber se as leis da concorrência são respeitadas".

Duas dessas agências - Moody's e Standard & Poor's - têm inclusive um "mesmo fundo de investimento como proprietário", adverte o economista, e as decisões que as entidades tomam, "que influenciam as taxa de juro", têm um impacto significativo nos endividamento dos países, "podendo afectar a sua estabilidade" financeira e económica.

No documento a entregar na segunda-feira na Procuradoria-Geral da República, é dito que "quanto maior for o risco inerente a uma emissão de dívida, maior será o retorno exigido pelos investidores, ou seja, maiores serão os juros" impostos pelos mesmos.

"Compreende-se assim a grande importância que revestem as classificações feitas por estas agências: elas servem de referência aos investidores, emissores e administradores públicos para as suas decisões de investimento e financiamento", diz a nota.

Sendo este o papel que tem sido atribuído no mercado a estas três agências, "não pode permitir-se que ajam de forma a alterar o preço dos juros, direccionando o mercado para situações em que elas próprias ou os seus clientes tenham interesse e retirem benefícios", declara o grupo de economistas.

O inquérito deve apurar a "prática dos actos abusivos que são imputados" às três agências, a "existência de graves prejuízos produzidos nos interesses do Estado e do povo português" e a "identificação dos quadros directivos das ditas agências e os autores dos actos" da denúncia.

Os economistas querem também saber se os "benefícios obtidos pelas agências" e os seus clientes "foram de notória importância", além de obter acesso a "todas as comunicações internas das agências de notação respeitantes às classificações referentes a Portugal" desde o ano de 2010.

Fonte: http://economico.sapo.pt/noticias/economistas-acusam-agencias-de-rating-de-manipulacao-do-mercado_115461.html
22:31 | 0 sdt2010

Políticos!... Esta gente não tem vergonha!...

01 Abril 2011 | 11:42
Camilo Lourenço - camilolourenco@gmail.com

Caro leitor, recorda-se do défice de 2009? Sim, aquele que era para ser de 5,9% e que saltou para... 9,3%.

Pois o INE ("ajudado" por Bruxelas) diz agora que foi de... 10%. E o de 2010? Sim, aquele que o Governo disse que ficaria abaixo de 7% (com o fundo de pensões da PT). Pois, ficou em... 8,6%. Razão: esqueceu-se de contabilizar 1,8 mil milhões de euros do BPN, 793 milhões do défice de empresas de transportes e 450 milhões do BPP. É muito lixo junto para varrer para baixo do tapete...

E dos défices de 2007, recorda-se? Sim, aquele que o primeiro-ministro (secundado por um ministro das Finanças sem credibilidade) chamou de défice mais baixo da Democracia (2,6%). De repente saltou para 3,1%. E do de 2008, lembra-se? Era para ficar em 2,2% e acabou em... 3,5%.

A correcção do Eurostat confirma que estamos perante a maior série de mentiras da III República, camufladas por um excelente "marketeer". O problema é que o "marketeer" se esqueceu de que não se pode enganar toda a gente... durante muito tempo. Porque a mentira tem perna curta.

Nada disto seria muito grave se as consequências da falta de vergonha prejudicassem apenas o primeiro-ministro e o partido do Governo. Mas prejudicam o País: vamos viver muito pior nos próximos quatro anos porque o Governo não teve coragem de apertar o cinto logo no início de 2010.

Tendo em conta este chorrilho de mentiras, vale a pena exigir à Comissão (com permissão da sra. Merkel) que divulgue o que apurou na visita a Portugal. Vai fazer mal à nossa reputação? Pior do que já está, é difícil. Porque mais vale contar a verdade toda, do que prolongar as dúvidas sobre o real estado das contas públicas. O PEC IV não apareceu por acaso...

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=477179
23:01 | 0 sdt2010

Dia das mentiras: Política, Economia e Finanças

01 Abril 2011 | 10:16
Pedro Santos Guerreiro - psg@negocios.pt

De um dia para o outro, quatro défices subiram; a curva dos juros ficou irracionalmente quase invertida; passámos de "Portugal não precisa de ajuda" para "o Governo não tem condições para pedir ajuda". Ah: e deixámos de ter Governo. Hoje é dia das mentiras. Ontem também foi.

Portugal tornou-se um País de políticos covardes. Ninguém assume a crise política que nos leva a mais umas eleições. Ninguém dá a cara por um pedido de ajuda externa. Ninguém mais usa a palavra "responsabilidade", mas sim "ónus" e "culpa" - e sempre referindo-se a outros.

Estamos sem Governo. O que lá está entende não ter poder para mandar cantar um cego. Mesmo que o Presidente da República entenda o contrário: a discórdia é compreensível, o próprio Presidente tem dito - e mostrado - que não tem poder. Isto não é um Governo em gestão, é um País em autogestão.

Os ratos estão a abandonar o barco. O primeiro-ministro sai de fininho da sua última sessão no Parlamento. O ministro das Finanças diz que já não é nada com ele. Todos os dias o Diário da República está mais grosso, com nomeações de assessores que passam para directores-gerais.

Ouvem-se loas diárias às grandes empresas - as Galp, as EDP, as PT - de gente que talvez lá vá parar daqui a semanas. Nas administrações destas empresas, os telefones não param: metade é da gente que está a sair do Governo; a outra metade é da gente que pensa que lá vai entrar. "Boys will be boys"...

Mesmo nas empresas públicas: Almerindo Marques bate com a porta na Estradas de Portugal; a Refer, a mais irracionalmente endividada empresa em Portugal, está há seis meses sem conseguir contratar um administrador financeiro.

Pode Portugal ficar dois meses à deriva? Pode. Ficará pior, mas pode. Portugal pode tudo, aliás. Até ser obrigado a rever défices orçamentais de quatro anos, porque o Eurostat decidiu corrigir-se a si mesmo e porque o Governo pensou que a contabilidade era infinitamente elástica. A verdade não vem sempre ao de cima. A dívida vem.

De tudo o que o Governo foi ontem obrigado a engolir nas contas públicas, nada é estranho. O buraco do BPN (e o aval ao BPP) já devia ter sido reconhecido no passado. As empresas de transporte são lixeiras de dívida a céu aberto há décadas. É verdade que o Eurostat foi amigo da onça, ao escolher esta data. Mas não inventou nada. Estas alterações não são indolores: o "buraco" das empresas públicas vai perdurar; e a imagem externa do País é prejudicada. Não é pelo mau aspecto. É porque estamos aflitos.

Pode Portugal escapar sem ajuda? Não. Hoje, o Estado vai ao mercado pedir dinheiro a curto prazo para substituir dívidas de longo prazo e pagando um juro altíssimo. Já se cobra mais a dois anos do que a dez, sinal claro de percepção de insolvência. Mais: Portugal "inventa" hoje Obrigações a 15 meses. Porquê? Porque os credores só emprestam dinheiro até final de 2012. A partir de 2013 entram em vigor as regras de Merkel, segundo as quais os investidores privados também perdem dinheiro se um Estado afundar...

Com as emissões de dívida de hoje, Portugal garantirá os pagamentos até Junho. E depois? Depois há eleições e a culpa há-de ser de alguém. É estranho: a Comissão Europeia só aceita o pedido de ajuda com acordo do PS, PSD e Presidente para as medidas de austeridade. Mas nem PS, nem PSD nem Presidente querem pronunciar a palavra. Talvez seja melhor comprar um boneco Nenuco daqueles que falam quando se aperta a barriga. Basta uma palavra: "A-ju-da". Os outros depois assinam as condições de austeridade. A culpa será do boneco. Como sempre.

Fonte: http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=477137
22:50 | 0 sdt2010

Os europeus correm contra o muro

Entrevista de um professor chinês de economia, sobre a Europa, o Prof. Kuing Yamang, que viveu em França:

1. A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Mas, ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Só três coisas lhes interessam: lazer/entretenimento, ecologia e futebol na TV! Vivem, portanto, bem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos de miúdos...

2. Os seus industriais deslocalizam-se porque não estão disponíveis para suportar o custo de trabalho na Europa, os seus impostos e taxas para financiar a sua assistência generalizada.

3. Portanto endividam-se, vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.

4. Os europeus destruíram, assim, a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.

5. Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal. É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.

6. Não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas. É uma inversão de valores.

7. Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação. A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do... da China!

8. Dentro de uma ou duas gerações 'nós' (os chineses) iremos ultrapassá-los. Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacas de arroz...

9. Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...

10. Vão (os europeus) direitos a um muro e a alta velocidade...

Imagem da Net


SEGUNDA-FEIRA, 21 DE FEVEREIRO DE 2011
http://contracorrentealternativas.blogspot.com/2011/02/os-europeus-correm-contra-o-muro.html
22:24 | 0 sdt2010

Bruxelas quer examinar o papel das agência de rating durante a crise grega

Publicado em 04 de Maio de 2010

Michel Barnier, comissário europeu do mercado interno, anunciou hoje no Parlamento Europeu a sua intenção de estudar o papel das agências de rating durante a crise da Grécia. Barnier pretende impor maior transparência, tendo em conta o impacto que as decisões das três irmãs - Standard & Poor's, Moody’s e Fitch - têm sobre as finanças públicas dos países.

"É legítimo que as agências avaliem cuidadosamente a situação dos estados, mas as suas decisões têm um impacto significativo", afirmou. Barnier defende que a União Europeia tem o “direito de esperar uma avaliação com bases totalmente transparentes”.

Estas declarações surgem um dia depois de a França ter anunciado novas regras para controlar a influência das agências de notação financeira, com o objectivo de evitar que as suas decisões potenciem a especulação financeira, como aconteceu no mês passado quando a S & P cortou o rating de Grécia, Portugal e Espanha no espaço de dois dias.

Retirado de ionline.pt
20:08 | 0 sdt2010

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