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Ao redor do mundo, uma conspiração monolítica implacável se opõe a nós. Baseia-se, primeiramente, no encobrimento para expandir sua esfera de influência. É um sistema que tem recrutado vastos recursos materiais e humanos para formar uma poderosa e eficiente máquina, que combina operações militares, diplomáticas, de inteligência, económicas, científicas e políticas. Suas preparações são ocultas do público. Seus erros são enterrados. Não vão para capas de jornais. Seus discordantes são silenciados, não aclamados.”

John F. Kennedy

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O rating e a sua carteira


Sabe o que quer dizer rating? Ou o que significa que Portugal sofreu um corte no rating? Embora os conceitos técnicos possam deixar de fora muitos portugueses, na prática a palavra rating e as agências que os emitem podem afectar o bolso de muitas famílias. As agências de notação financeira (rating), são tema de conversa nos últimos meses, sobretudo devido aos cortes que têm feito nos países periféricos da Europa, como Portugal, Espanha, Grécia e Irlanda. Mas qual poderá ser o impacto na vida pessoal, profissional ou até na carteira de cada português? O Saldo Positivo explica-lhe como funciona o rating.


O que é o rating?

O rating ou notação de risco consiste numa classificação através de uma nota que indica a capacidade de um emitente de dívida (contrai um empréstimo junto do mercado) pública ou empresarial cumprir com os pagamentos (ver “Como perceber a tabela do rating“).


O que fazem as agências de notação financeira?

As agências de notação financeira são companhias em que o seu trabalho é simples de explicar: funcionam como uma terceira parte independente que avalia o risco de crédito de uma entidade, atribuindo uma notação de risco (rating). Ou seja, em vez de ser a própria empresa ou Estado a definir o seu risco de crédito (capacidade de pagar a sua dívida), existe uma companhia independente que faz isso, separando os bons dos maus pagadores.

No fundo, se um país emite dívida pública ou uma empresa emite obrigações, a agência de rating atribui uma nota ao risco que existe desse emitente cumprir com a sua dívida.

As principais agências de notação financeira são as norte-americanas Moody’s, Standard & Poor’s e a Fitch.


Como está Portugal

Apesar de cada agência de notação financeira apresentar diferentes níveis de classificação, em termos práticos, o significado é o mesmo. O rating da República Portuguesa está muito perto de deixar de ter nota positiva, basta para isso descer mais um nível. Se isso acontecer, a dívida soberana do Estado entrará na categoria de não investimento, sendo Portugal considerado um investimento especulativo e estando na área de lixo (junk).

Neste momento, a Standard & Poor’s classifica Portugal como BBB-, a Moody’s A3 e a Fitch A-.


Problemas para os particulares e empresas

Tal como o Estado, os bancos nacionais também tiveram cortes de rating de alguns níveis. Os cortes nas notações de risco levam normalmente os bancos a financiarem-se nos mercados financeiros internacionais com juros mais elevados. As consequências podem sentir-se tanto nas famílias como nas empresas, através do pagamento de juros mais elevados quando procurarem crédito bancário, o que poderá reflectir-se numa restrição de crédito por parte das instituições financeiras.

Nos últimos meses, tem-se assistido à subida dos spreads (margem acima do juro no mercado interbancário) nos créditos, cenário que ilustra uma situação de rating mais baixo.


Rating de outros países

Os países que apresentam dívida de topo são países que não apresentam, praticamente, risco de crédito. Alguns desses países são os Estados Unidos da América, o Canadá, a Suécia, entre outros. No nível seguinte, ou seja, dívida de alta qualidade, encontramos países como a Espanha, o Chile e a Bélgica. No nível acima do actualmente ocupado por Portugal, encontramos Estados com dívida de qualidade média alta, como, por exemplo, o México, o Brasil e o Principado de Andorra. Já ao nível de Portugal, encontramos países, tais como a Índia ou as Bahamas. Nos níveis abaixo do português, existem muitos países, tais como a Grécia, Cabo Verde, Venezuela, Uganda, entre muitos outros, nomeadamente da América Latina e de África.


Como perceber a tabela do rating

A tabela das notações financeiras é fácil de perceber. Quanto mais baixo se está no ranking, mais os juros aumentam e se tornam insuportáveis para quem paga.

Olhando para a tabela em baixo, verifica-se que existem 4 grandes níveis (A, B, C e D). Na parte de cima da tabela, estão os países mais seguros ou com notas médias-altas.

A parte da tabela que tem a letra B, pode ser dividida entre a de qualidade e a de fraca qualidade. Existe apenas um nível, dentro da letra B em que a notação de risco de crédito se enquadra nos níveis de qualidade, é onde se encontra o Estado Português. Desse nível para baixo, todas as notas significam uma situação altamente especulativa no que toca à qualidade do emitente de dívida. Ou seja, existe um risco maior de o país ou empresa entram em incumprimento com as suas obrigações.

Chegando ao nível C, o país está praticamente na bancarrota e torna-se um investimento sem interesse para os investidores. A letra D, confirma a falência do país.




Fonte:
Publicado em POUPAR E INVESTIR por jp — 5:35 - 1 de Abril de 2011
http://www.saldopositivo.cgd.pt/o-rating-e-a-sua-carteira/

0 sdt2010:

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